Móbile montessori de octaedros – Octahedrons Montessori mobile

A pedido de uma moça que está grávida de gêmeas (!!) fui aprender o próximo móbile da série montessoriana. A maioria das imagens que achei foi desse tipo aqui, mas achei também um outro, em que os octaedros têm tamanhos diferentes e uma montagem em dois suportes que permite que girem independentemente. Então, com sorte, os testes continuarão.

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At the request of a brave woman pregnant with twin girls, I’m learning how to make the next mobile of the Montessori series. Most images I found were of this type, but then another came up, in which the octahedrons have different sizes and are attached to two dowels, so they can spin independently. So if things here help tests will go on

Arvrinhas de Natal – Lil’ X’s trees

Pensa um projeto simples. O único cuidado é fazer um corte que não fique nem muito raso, nem muito fundo. Às vezes é preciso cortar uma rodela da base da rolha para aplainá-la e pode ser uma boa ideia colar um disquinho de um material mais pesado para estabilizar a árvore (o que eu não fiz, então os ventos mais fortes fazem essas altas tombarem). As rolhas podem ser substituídas por muitas outras sucatinhas, um rolo de papel higiênico cortado ao meio, um copinho de leite fermentado etc., etc…

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This is so simple it doesn’t demand instructions! The only catch is that the cut in the cork should not be too shallow nor too deep. Sometimes it’s good to cut a slice from the base to make it really flat, and to glue something heavier to stabilize it (I didn’t do it, so stronger winds make the tall ones tumble). Instead of corks you can use so many other scraps… toilet rolls, etc. etc…

Farofa de couve

A farofa, filha da mandioca, transforma o arroz e feijão em algo bom de comer por si só. Na verdade, a gente pode pôr tanta coisa diferente, com resultados tão diferentes, que faz mais sentido pensar que farofa é um tipo de comida.

Essa aqui: oleo, cebola e/ou alho picados, couve picada. Mexe, mexe, é rapidinho, só o tempo da verdura murchar. Farinha de mandioca crua e sal. Mexe, mexe, até a farinha ficar um pouquinho dourada. Nesta pus ainda umas castanhas de caju picadas. E viva!

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The Brazilian farofa, made of cassava flour, transforms rice and beans in something worth eating by itself (in Brazil we think of rice and beans as the basis of a meal, it always takes some protein to be complete). In fact, you can add so many different things in your farofa, with such different results, that it makes more sense to think of it as a type of food.

For this one: some oil, onions and/or garlic (chopped), couve (a dark green leafy the Portuguese brought to Brazil, not bitter, rich in iron). Quickly saute those. Add cassava flour and salt. Stir till the flour gets slightly darker. This one took some chopped cashew nuts. Enjoy!

Boa dica: samambaias precisam de cálcio – Good tip: ferns need calcium

Quem disse foi a Carol Costa, numa coluna na rádio Bandeirantes, naquele dia sobre tomates. Tomates e todas as samambaias (inclusive o chifre de veado) precisam de cálcio, que se pode dar a eles espalhando cascas de ovo moídas sobre a sua terra.

As cascas de ovo aqui em casa já iam pra terra dos canteiros, mas nunca tinha me ocorrido pôr nas samambaias. Depois de ouvir a moça, fiz a experiência e, cara, funciona muito! Faz uns dez dias que fiz a primeira aplicação e todas as nossas samambaias estão mais saudáveis, com várias folhas novas.

Detalhe: acho bom tirar aquela película, que atrair mosquitinhos. Se você quiser tirar também e não for fazê-lo imediatamente, é preciso deixar as cascas n’água.

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The tip came from Carol Costa, who has a podcast at Radio Bandeirantes, that day focusing on tomatoes. They and all ferns (the staghorn included) need calcium, which you can give them by spreading powdered egg shells on their earth or support.

Eggshells never went to waste here, but I’d never thought of putting them on ferns. After I heard the lady, I tried it, and wow, it really works! It’s been about ten days since, and all our ferns look healthier, and have several new leaves.

Just a detail: I think it’s a good idea to remove the skin from the shell’s interior, because it can attract flies. If you’re planning on delaying the removal, the shells should be kept in water.

Móbile de Munari – the Munari mobile

Bom, esse é o famoso móbile de Munari, o primeiro móbile montessoriano, para as primeiras semanas das crianças. Foi feito pra uma menina que vem chegando, filha de uma amiga amada. A teoria é que os recém-nascidos ainda não enxergam como nós, vão nessas primeiras semanas como que pegando o jeito do mundo visual, e figuras de alto contraste os ajudariam nesse ‘trabalho’. Eu gosto muito do ar modernista dos elementos e, quer a teoria esteja certa ou não, ele é lindo.

(É uma pena que o WordPress gratuito não suporte vídeo, porque é bonito mesmo em movimento.)

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This is the famed Munari mobile, the first Montessori mobile, for infants’ first weeks. It was made for a little lady who’s well on her way, daughter to a beloved friend. The theory says newborns don’t see as we do, that in their first weeks they are kind of getting the hang of the visual world, and high-contrast figures would help them do it. I really like the modernist feeling of the elements, and, whether the theory is right or wrong, the whole is beautiful.

(It’s a shame the free version of WordPress does not suppor videos, for it’s really beautiful moving.)

Molho de tomate – Tomato sauce

Minha avó materna, filha de mãe italiana e pai português, não era uma grande cozinheira. Cozinhava o básico, sempre do mesmo jeito, cumpria tabela e passava à novela. Dito isso, a macarronada que ela fazia com meu avô aos finais de semana é uma fonte de inspiração gravada na minha memória gustativa para sempre. Era o que de mais simples se pode imaginar, só macarrão – que meu avô fazia com auxílio de uma “máquina” de manivela – e molho de tomate, que ela levava horas pra fazer. Considerando-se que minha mãe fazia molho com massa de tomate de caixinha, era um evento.

Quando eu fui morar sozinha, continuei comprando as caixinhas, mas comecei a por uns tomates picados. Uma coisa levou à outra e hoje ainda usamos mais macarrão de pacote que feito em casa, mas nunca, nunca mesmo, deixo de fazer o molho “do zero”.

  1. Tirar a pele do tomate. Não é indispensável, se o objetivo é só cozinhar de leve o tomate, realmente não precisa, mas se vc quer molho, acho que fica bem melhor. Há que eu saiba três jeitos de pelar os tomates: expondo-os diretamente a uma chama, com auxílio de um garfo, um método bom pra quantidades menores, porque é preciso fazer um por um; mergulhá-los em água fervente durante alguns minutos e assá-los. Tenho preferido este último, porque acho que não se perde nada do sumo, e portanto do sabor, e também porque a pele sai perfeitamente, super fininha, e não se perde quase nada da polpa. É preciso deixá-los esfriar, pelar e depois picar com uma faca (que eu prefiro, porque dá uma textura menos homogênea) ou no processador. Eu não dispenso as sementes, minha avó peneirava.
  2. Refogar o tempero. Tinha um papo na minha família de que quando se temperava com cebola, não se usava alho e viceversa. Eu uso ou um ou outro ou os dois. Se uso cebola, começo por ela (e às vezes uma cenoura ralada para atenuar a acidez; outra coisa que funciona bem é um pouco de purê de abóbora, mais no fim do preparo) com um pouco de pimenta calabresa em flocos, pimenta do reino moída e alecrim. Pode-se por salsão picado, pimentão, bacon… Depois vêm os tomates, sal e canela.
  3. Ferve, ferve, ferve, com a panela aberta! Depois que o molho reduzir de um quarto a um terço, acrescente as ervas que quiser – manjericão, tomilho, sálvia, orégano. Pessoalmente acho que salsinha e cebolinha não caem tão bem, mas aí depende do destino do molho, se for pra acompanhar frango ou peixe, talvez elas sejam sim uma boa pedida.

Dentre tantas possibilidades, pra mim o essencial é alho, sal, canela e manjericão, mas cada um acha o seu tempero.

Demora? Uma vez que os tomates estejam pelados, não. Vale a pena aproveitar um forno de bolo, por exemplo, e guardá-los pra fazer o molho no dia seguinte. E o resultado vale muito a pena: é uma máquina do tempo de comer.

P.s.: as berinjelas ficam pra outro dia.

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My grandmother on my mother’s side, half Italian half Portuguese, was not a great cook. She made always the same basic stuff, fulfilled her duty and moved on to the soap opera. That said, the pasta with tomato sauce she and my grandfather prepared some Sundays will be forever engraved in the walls of my palate’s memory. My grandfather made the pasta using a “machine” while my grandmother made the sauce from fresh tomatoes. Now, my mother made sauce from the tomato paste that comes in cartons and plastic packs pasta, so that pasta was really an extraordinary event.

When I left home I started adding some fresh tomatoes to the carton tomatoes, one thing led to the next, and… nowadays I still mostly use packed pasta, but I never never go without the fresh tomatoes sauce.

  1. Peel the tomatoes. If you just want to warm up the tomatoes, leave the skin on, but for real sauce, I think it gets much better with peeled ones. There are 3 ways of doing it: you can expose them directly to a flame, using a fork, which is good only when you have few, since you’ve got to do it one by one; you can throw them in boiling water and allow them to cook for a few minutes till the peel starts cracking, or you can grill them in an oven. Which I prefer, because you don’t lose any juices to water, or pulp to the skin, as it comes off clean. Let them cool, and chop them with a knife, or process them. I don’t discard the seeds, but my grandmother did, with a sieve.
  2. Braise/sauté the spices. My family believed you should use either onion or garlic, but never both. I don’t, so I use at least one, preferably both. If you decide to use onions, start with them, I often add a grated carrot to cut the acidic edge, or pumpkin puree (not at the beginning, though). You can also add pepper (red and/or black), pepperonis, bacon, and rosemary to this first sauté. Then add the garlic and tomatoes. Then salt and ground cinnamon.
  3. Let it boil and boil, no lid on the pan, till it loses a quarter to a third of volume. Near the end put in the fresh herbs of your choice, sage, basil, oregano, thyme. I don’t usually go for parsley and chives, but if you’ll use the sauce for chicken/meat/fish they might be a good choice.

Of all those possibilities, I think garlic, salt, basil and cinnamon are essential. But it’s obviously a question of personal taste, and everyone should find their core seasoning with time and practice. Does it take long? Once you have peeled the tomatoes, not really. I like to put them in the oven with something else, like a cake, and make the sauce some other day. The result is totally worth it: it’s a time machine you eat.

P.s.: the eggplants will have to wait…

Parque das Mangabeiras, Belo Horizonte, Brasil – Mangabeiras Park, Belo Horizonte, Brazil

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Dos parques públicos de Belo Horizonte que eu conheço, esse é o mais bonito. Na entrada há uma espécie de esplanada, com um grande espelho d’água com carpas e plantas aquáticas, e algumas pérgolas. O parque tem vários caminhos dentro da mata, calçados com pedras, que levam a pequenas “ilhas” com mesas e bancos de concreto. Várias vezes – mas não desta última – vimos quatis e jacus rodeando as ilhas, atraídos pelo pão dos lanches dos visitantes. T ficou vidrado nas pistas de skate, especialmente o halfpipe, que parece que é uma atração municipal. É realmente legal ver o pessoal voando contra o fundo da mata.

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Of the public parks in Belo Horizonte I know, I think this is the prettiest. In the main access there’s a kind of esplanade, with a large shallow water mirror, water plants, and some large pergolas. The park has many paths into the woods, paved with stones, leading to what they call “islands” with concret tables and seats. Many times – but not this one – we saw quatis and jacus, eager for the bread left by visitors. T was fascinated by the skate lanes, specially the halfpipe (aparently a city-wide attraction). I say it’s actually pretty cool to see people flying against the backdrop of tropical jungle.