Cômoda de caixinhas de fósforos – A chest of drawers made of match boxes

Esta não é uma ideia original; já não lembro onde a apanhei, mas foi a solução que me veio pra guardar as miudezas do ateliê (botões, agulhas, alfinetes, etc.). E claro que essa comodazinha ficaria ótima numa casinha de bonecas feita em casa – o mesmo princípio valendo pra toda a mobília. É bem óbvio como se faz, só vale observar alguns detalhes:

  • cola branca, não cola em bastão. Eu acho mais fácil trabalhar com a cola um pouco diluída e um pincel, ao invés de aplicar com o bico do tubo. Isso permite espalhar uniformemente a cola e obter uma colagem lisinha.
  • na hora de colar as caixinhas umas nas outras, achei melhor colocá-las sobre o lado mais longo pra garantir um bom alinhamento (o primeiro impulso é pôr tudo em pé, como vai ficar no final), e passar um elástico pra segurar até firmar.
  • por sorte K estava aqui e se dispôs a fazer esses toquinhos de madeira, daí eu me esbaldei, fiz pezinhos… mas qualquer puxador ou nenhum também serve.

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Now, that’s NOT an original idea, I can’t remember where I picked it, but it was the first thing I could think of to store all those small things lying around in the studio. It’s also (and mainly, I guess) something to add to a homemade doll house – the same principle could apply to the whole furniture. The “how to” is quite obvious, just a few details to watch:

  • use white glue, not glue sticks. White glue is usually also meant for wood, so when I use it on paper I add some water and spread with a brush to ensure an even distribution and smooth final surface.
  • when you glue the boxes, it’s better to lie them on the longer side (my first impulse was to pile them up as they would be in the final product), so they will be better aligned, and put a rubber band around them until it’s dry.
  • luckily K was here and offered to make those wooden buttons, so I even made little feet, but anything (or none) will obviously also do it.
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Suco de uva – Grape juice

Não sei se alguém já tentou fazer suco de uva batendo uvas no liquidificador. Bom, não dá certo. Como a garrafa do suco integral estava quase tão cara como a do vinho, um belo dia eu resolvi acabar com essa ignorância e fui perguntar à pitonisa do www. Para minha imensa surpresa, pra fazer suco de uva a gente tem de cozinhar as uvas. Ahhhhh.

Esse suco aí da foto foi grátis, já que agora é época de uva aqui nas Oiropas e a gente ganhou frutas dos jardins dos clientes do marido e da vinícola de um parente da nossa vizinha. Mas quando estávamos no Brasil, saía bem mais barato. O rendimento depende do tipo de uva e eu não tenho uma medida pra dar, mas como regra prática digamos 2/3 de uva debaixo d’água + 1/3 de água. Vou amassando à medida que elas fervem, pouco tempo, uns 5 minutos talvez, e depois passo na peneira. Se fica muito grosso ponho mais água. Se fica ralo, paciência, né? Depois tem que guardar na geladeira.

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If you ever tried to make grape juice putting grapes into a mixer or something like that, you know it just doesn’t work. As the bottle of a good juice in Brazil was almost just as expensive as one of wine, I finally decided to ask the priestess of www and to my surprise found out that you have to boil the grapes. :O!

The juice on the photos was free; it’s grapes season here in Europe and we were gifted with fruit by one of my husband’s clients and our neighbor. But even when we had to buy the grapes it was much cheaper. How much you will end up with (and how sweet the juice will be) depends greatly on the variety of grapes you get your hands on. I can’t give you exact measures, but as a practical rule, say, 2/3 grapes in water + 1/3 of the volume water only. I smash them as they boil, not too long, maybe some 5 minutes, then sieve. You can add water if the result is too thick (nothing to do if it’s the opposite). And keep the juice in the fridge.

Amamos parques – We love parks

Algumas fotos do Parque da Orangerie (Parc de l’Orangerie), em Estrasburgo. Há um menino brincando com outro que ele conheceu ali mesmo, um pai conversando com um amigo ao telefone, na mais perfeita tranquilidade, um ninho de cegonhas e uma mulher tirando fotos das bobagens de que gosta, feliz de saber que o filho está seguro e se divertindo.

Espaços verdes de boa qualidade são essenciais para todos, e particularmente para crianças. Quero dizer lugares com muitas árvores, com o chão limpo (muita ênfase aqui em sem cocô de cachorro), de preferência gramado pra que a gente possa se sentar, vários brinquedos grandes pras crianças (havia vários além deste da foto), acessibilidade e equipamento para pessoas mais velhas ou com problemas de mobilidade, água potável acessível, banheiros e, idealmente, também comida saudável e barata pra vender (não era o caso). Ontem havia várias atividades esportivas monitoradas e é muito evidente que todo mundo se beneficia, cada um e todos podendo encontrar uma atividade interessante, mesmo que seja sentar e assistir.

Eu gostaria que houvesse um consenso equivalente àquele que existe sobre a escola em torno dos espaços públicos de lazer. Todo mundo sabe da importância da educação e, por consequência, das escolas públicas, as pessoas se mobilizam, há um reconhecimento generalizado e imediato quando se fala do tema. Mas não quando se fala da necessidade de espaços públicos nos quais a vida pode assumir outro ritmo, e a educação em particular pode se estender a dimensões muito além do letramento e do raciocínio. Pra não dizer o quanto esses espaços são importantes pra constituição da paisagem, ecologia e clima das cidades.

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Some pics from the Orangerie Park (Parc de l’Orangerie), in Strasbourg. Notice the kid playing with another kid he met there and then, a father talking on the phone to a friend in perfect peace and quiet, a nest full of storks, and a woman taking silly pictures, happy that her kid is safe and having fun.

High quality green free public spaces are essential to people in general, and children in particular. When I say high quality I mean the place must have plenty of trees, the ground must be clean (strong emphasis on no dog poo), and preferably covered by grass so you can sit, there should be playgrounds for children (there were plenty beside the one on the picture), accessibility and equipment suitable for elderly and handicaped people, easily accessible drinking water and toilets, and ideally also cheap healthy snacks for sale (not the case here). Yesterday there were several tutored sportive activities, and we could see how families really enjoy, everyone having something interesting to do, even if just sit back and watch.

I’d like there were a consensus on the importance of public places of leisure similar to that we find on the topic of formal education. Everyone understands how important education is, there’s not a single person, I think, that would deny good schools are vital to societies. But how come there’s not such a consensus around spaces where life can take on a different rhythm and education be extended to dimensions different from reading and writing, counting, etc? Not to mention how important parks are to the landscape, ecology and climate of cities.

É, mais uma mudança – And we moved, yes, once more

Adeus, floresta de Dreux. Gostei muito de você.

Um escargô veio de carona conosco da Normandia à Alsácia, e foi o último (estranho) sinal de frescor que tivemos. Tá um calor danado aqui. Depois de tantas mudanças (6 em 7 anos) eu propus que comprássemos um treiler. A ideia foi entusiasticamente recebida pelo partido de menos de 1,5m, mas violentamente repelida pelo outro. Hmffff.

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Farewell, Dreux forest. I really truly liked you. A snail hitched a hike with us from Normandy to Alsace, and that was the last (weird) sign of freshness we had. It’s horribly hot here. After moving 6 times over the last 7 years I proposed we bought a trailer. The idea was enthusiastically received by the short party, but violently repelled by the other. Sigh.